Por dentro dos paranauês: Indicadores & Métricas

Previamente aqui no Agile Momentum escrevi sobre o CFD, um importante gráfico que serve para tirar diversas informações sobre a saúde de um time. Continuando o tema, hoje falarei um pouquinho sobre métricas.

Antes, vamos conceituar métricas e indicadores. Métricas são medições brutas e simples, como valores e quantidades. Por serem simples e atômicas, as métricas não são indicadas para apoiar na tomada estratégica de decisões. Indicadores são medidas calculadas compostas por diferentes métricas.

Por exemplo, se você trabalha com um time scrum e mede a quantidade de impedimentos por sprint, você tem uma métrica. Se você classifica tipos diferentes de impedimentos, o que te faz entender quais são os tipos de impedimentos que mais acontecem, permitindo realizar um plano de ação para atacar esses ofensores, então você tem um indicador.

Medir os sinais vitais do time é fundamental para o processo de melhoria contínua. Se você não toma decisões baseadas em fatos ou indicares, possivelmente você está decidindo baseado em percepções. E percepções têm grandes chances de estarem erradas. E com nossos clientes cada vez mais precisando de resultados rápidos e revisões de rota constantes, já sabemos as consequências de uma cadência de decisões erradas…

Melhor colocar um pouco de ciência nisso, não?

Uma grande disfunção sobre medições é que precisamos medir. Per se. Medir tudo que é possível, colocar todos os indicadores e métricas possíveis. Pessoalmente, acredito que tudo é uma questão de resolução de problemas. Inclusive para decidir o que medir, precisamos, antes, entender qual problema queremos resolver.

Afinal, medir por medir e não fazer nada com os números, além de colocá-los num dashboard bonitoso e exibí-lo no linkedin não serve para muita coisa, além de dar trabalho e conseguir likes, certo?

Aliás, cuidado com as métricas de vaidade. Se você mede para mostrar o quão é bom o seu time ou para exibir os números, volte algumas casinhas no jogo da vida e mude completamente a rota. As métricas não devem servir apenas para celebrar a super velocidade do seu time.

A jornada de qualquer medição começa por expor um problema. Isso é bem desconfortável, mas logo passa, se você alia esta análise ao processo de melhoria contínua.

No infográfico ao lado sugiro algumas medições que gosto de usar. Mas não uso sempre, por que cada lugar tem um contexto e, mais uma vez, é necessário analisar se a medida será útil ou não.

Por exemplo, numa consultoria que fiz há algum tempo, sugeri o uso de um indicador de intervenções, pois observei que o maior ofensor do problema que fui contratado para resolver (TI não entrega) era justamente quem me contratou, pois não parava de pedir pasteizinhos para TI. Nesse caso, a conclusão foi:

Sim, TI entrega, mas se você atravessar o samba toda hora com um pedido urgente, vamos ter que ter um time exclusivo para isso!

Obviamente, isso foi dito com muita humildade e amor! 🙂

Portanto, inspire-se nesses indicadores, crie outros, mas não deixe de usar os números ao seu favor! E tome decisões e ações mais assertivas!

Marcelo L. Barros

Olá! Sou um cara criativo, curioso e detalhista, que, cada dia, mais se vê interessado em desvendar os mistérios desse "bicho gente"! Comecei minha carreira profissional em 1996, sou formado em Processamento de Dados pela FATEC de Santos. Naquela época tudo o que eu queria ter na minha frente era um computador e uma desafiadora regra de negócio, que se transformaria no melhor programa possível. Mas as coisas mudam! Concluí que quem faz software com qualidade são as pessoas e não as máquinas. Hoje, minha MISSÃO é ajudar pessoas e times a alcançarem seus objetivos, pois acredito que o sucesso pessoal e profissional está ligado a três pilares: FELICIDADE, MOTIVAÇÃO e SENTIDO. Como faço isso? 💡 MOTIVANDO pessoas, fazendo-as enxergar o 💡 SENTIDO das suas ações, que traz 💡 FELICIDADE por fazerem a diferença em suas vidas, suas empresas. Sou formado em Coaching pelo ICC e escrevo artigos sobre Métodos Ágeis, Comportamento, Inovação e Coaching. Vejo no lúdico a forma mais profunda de aprendizado. Procuro sempre conduzir reuniões de forma criativa, que tragam algum tipo de aprendizado aos participantes, seja por meio de dinâmicas de grupo ou jogos em equipe. Neste quesito, desenvolvi um jogo, a "Feijoada Ágil", para ensinar conceitos sobre trabalho em equipe. Se você, como eu, também acredita que eu posso te ajudar, deixe-me saber! Vamos tomar um café e, quem sabe, juntos podemos MUDAR O MUNDO!

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