Business Agility: quebrando paredes e ampliando conexões

Então, temos uma nova buzzword: Business Agility! Na verdade, fala-se nesse termo faz algum tempo já. Parece que é a Evolução da Agilidade. Mas o que é realmente Business Agility e como ela ajuda as organizaçãoes?
Antes de qualquer coisa, temos que entender que as metodologias ágeis nunca desconsideraram os negócios! Sim, começamos a falar de agilidade com um Manifesto para melhorar as condições de desenvolvimento de software, voltado para entrega de valor. E aqui fazemos uma pausa dramática: entrega de valor; para o cliente.

O que estaria mais conectado com os negócios que isto, gente?

O que aconteceu foi que, na onda das modinhas e buzzwords colocamos sprints e kanbans em times de TI que entregavam uma funcionalidade que subiria pra produção dali há três meses… E onde está o valor, senão escondido atrás das montanhas, esperando ver a luz do sol algum dia? Onde está o feedback para corrigir a rota?

Ah, mas o Product Owner valida as histórias!

Sim, valida! Ótimo! Mas ele não é o cliente… Esse Product Owner que foi criado é totalmente baseado em inferências de escritório. Arrisco dizer que o distanciamento entre Agilidade e Negócios começou com a banalização do trabalho do Product Owner, que, de “owner” não tem nada.

O Product Owner passou a ser o filtro das carteiradas executivas e mudanças de estratégia que parecem mais direcionadas pela direção do vento.

Sad, but true!

Agilidade Além da TI, a Luz no Fim do Túnel

Então, algum dia, alguém teve a ideia de levar agilidade para outras áreas da organização! Show! Nasceram departamentos de Marketing que usam Scrum, Vendas que usam Kanban e o tal do Manifesto Ágil do RH! Tudo muito legal, não critico usar as práticas ágeis em outras áreas, pelo contrário!

Mas, o quanto do pensamento ágil essas áreas estão usando para ser colaborativas e entregar valor, juntas, para o cliente final?
Pouquíssimas iniciativas conseguiram sucesso. Na verdade, no empenho de quebrar silos, criou-se os Silos Ágeis, onde cada área continua com suas metas baseadas em números, que não fazem sentido pra maioria das pessoas. E, no empenho de atingir essas metas “individuais” entramos nos 5 níveis de conflito de Speed Leas, principalemente nos últimos níveis, onde a Guerra Mundial está instalada!

E onde está agilidade nisso? No quadro kanban?

Business Agility: propósito e significado

Mais que qualquer outra onda, o Business Agility nos deixa claro que não existe framework ou receita de bolo para resolver os problemas: cada ambiente é um universo único e capaz de se organizar para resolver suas questões.

Desde que se tenha propósito e significado!

Quando falamos em Business Agility, falamos em autonomia. As pessoas precisam ter autonomia para se organizar e encontrar saídas para as questões. Muitas empresas falham justamente neste ponto: elas dão uma autonomia para as pessoas, mas não comunicam seu propósito claramente, ou para onde querem chegar. Nesse ambiente, ninguém vai mover um dedo, simplesmente porque não sabe pra onde.

Definir e comunicar este norte é o primeiro grande passo de qualquer organização em transformação. Mas só isso não resolve tudo! Historicamente, estamos acostumados a ter quem nos diga o que fazer. Estamos confortáveis com isso, afinal, se der ruim, não fui eu quem pensou nisso! Isso é natural! Quando você tira essa figura dos ambientes e diz pras pessoas “quero chegar ali, mas não sei como”, primeiro, as pessoas entram em pânico, pois nunca fizeram isso. Elas nunca arriscaram e tem medo de arriscar. Se a tua empresa tem um esquema de metas numéricas claras, aí que ferrou mesmo! Nós temos pavor de números, principalmente quando temos que alcançar algum!

Esse processo de mudança e aculturamento é longo, difícil e doloroso. Alguns se adaptarão super bem; outros, não. E tudo bem!

Mas como eu defino meu propósito ou objetivo?

Pode parecer que tenho ranço de números e metas. Mas, não. Só tenho algumas dificuldades com operações matemáticas, mas isso a gente resolve com uma calculadora ou o excel! 🙂

O primeiro passo é colocar o elefante branco na sala, de preferência, com todos que estão tentando carregá-lo nas costas. Geralmente as áreas têm problemas umas com as outras em forma de Guerra Fria. E não olham umas para as outras de forma empática.

Se você, executivo, coloca uma meta de vendas agressiva para o seu comercial, ele vai querer estourar de vender! Por que simplesmente ele é medido assim! Mas, vamos lá… O que acontece na hora da entrega? Não temos pessoas suficientes para entregar o serviço. Por que o Recrutamento tem seus processos internos e o Delivery tem outros e o cliente fica possesso, desconta no Comercial, que solta os cachorros em TI e…. Olha a Guerra Mundial aí, gente!

O que Business Agility sugere é que todo esse ecossistema se sente junto, reconheça suas oportunidades de melhoria e qual o impacto das suas ações em outras áreas. E cheguem juntos, de maneira auto organizada e com autonomia em uma solução para encantar o cliente, de ponta a ponta!

Algumas perguntas interessantes:

  • Ok, minha meta comercial é aumentar o faturamento 20%; mas a empresa tem condições de entregar o que esses 20% em grana representam? O que essa grana representa em esforço e pessoas?
  • Qual a estratégia para contratar novas pessoas com o onboarding adequado para que elas se conectem com os objetivos da empresa? Como eu faço com que o meu tempo de contratação seja menor?

Um esforço coletivo

Veja que estou falando de um esforço coletivo, um trabalho de causa e efeito e causa raiz! O trabalho da Agilidade nos Negócios é algo muito mais profundo. Estou falando em quebrar paredes para criar conexões entre pessoas, perseguindo um propósito ou objetivo único. No fim do dia, todos os profissionais devem ser capazes de responder a uma pergunta:

Qual foi o impacto positivo que o meu trabalho hoje causou na empresa e na vida do cliente?

Marcelo L. Barros

Olá! Sou um cara criativo, curioso e detalhista, que, cada dia, mais se vê interessado em desvendar os mistérios desse "bicho gente"! Comecei minha carreira profissional em 1996, sou formado em Processamento de Dados pela FATEC de Santos. Naquela época tudo o que eu queria ter na minha frente era um computador e uma desafiadora regra de negócio, que se transformaria no melhor programa possível. Mas as coisas mudam! Concluí que quem faz software com qualidade são as pessoas e não as máquinas. Hoje, minha MISSÃO é ajudar pessoas e times a alcançarem seus objetivos, pois acredito que o sucesso pessoal e profissional está ligado a três pilares: FELICIDADE, MOTIVAÇÃO e SENTIDO. Como faço isso? 💡 MOTIVANDO pessoas, fazendo-as enxergar o 💡 SENTIDO das suas ações, que traz 💡 FELICIDADE por fazerem a diferença em suas vidas, suas empresas. Sou formado em Coaching pelo ICC e escrevo artigos sobre Métodos Ágeis, Comportamento, Inovação e Coaching. Vejo no lúdico a forma mais profunda de aprendizado. Procuro sempre conduzir reuniões de forma criativa, que tragam algum tipo de aprendizado aos participantes, seja por meio de dinâmicas de grupo ou jogos em equipe. Neste quesito, desenvolvi um jogo, a "Feijoada Ágil", para ensinar conceitos sobre trabalho em equipe. Se você, como eu, também acredita que eu posso te ajudar, deixe-me saber! Vamos tomar um café e, quem sabe, juntos podemos MUDAR O MUNDO!

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